Mulheres no Turismo
O iluminismo foi o ponto de partida para que as mulheres fossem a luta e transformassem suas vidas, Além disso, foram nessas transformações e divisor de águas do iluminismo que as mulheres passaram a ter direito ao voto em 1792, já em 1830 Nana Asma’u treina um grupo de mulheres, chamadas jajis, para viajar pelo Califado Sokoto e educar outras mulheres, entre vários fatos importantes, é notório a busca por melhorias e empoderamento feminino ao longo dos anos, uma luta contínua que várias mulheres foram feridas e mortas para que outras pudessem viver e usufruir dessas conquistas.
A desigualdade enfrentada pelas mulheres no âmbito trabalhista por ser do sexo feminino está enraizada e faz com que pensemos sobre a dominação masculina no sistema patriarcal, ou seja, reforço de poder dos homens e repressão e opressão às mulheres, fazendo-as se sentir inferiores.
O ambiente trabalhista tanto antigamente como atualmente são opressores e muitas mulheres se veem no “dever” de se enquadrar naquilo, ou seja, se encaixar no modelo masculinizado de liderança. Antigamente segundo o “Livro do Feminismo” o trabalho da mulher no século XVIII era invariavelmente de natureza doméstica, lavadeiras podiam trabalhar fora de casa, mas eram longas horas de um trabalho extenuante para pouca remuneração. Na verdade, as mulheres não só podem, como devem, exercer sua própria liderança, a mulher por si só já tem suas características marcantes simplesmente por ser do sexo feminino, uma ajuda a outra e consecutivamente todas as outras ganham com isso. É de suma importância evidenciar a importância do empoderamento feminino no progresso das mulheres para ocupar todos os espaços. Tendo em vista que vivemos em um sistema patriarcal e falocêntrico, onde temos o homem detendo o maior poder.
No Turismo este cenário não é tão diferente, mas significativamente, cada vez mais as Turismólogas estão ocupando seus lugares e fazendo acontecer! Ao longo desse período de isolamento social pude perceber o quanto mulheres próximas à mim estão se dedicando em criar instagram profissionais, participando de lives, prestando concurso, dentre milhares de outras coisas. Não é atoa que o turismo é muito reconhecido através do trabalho delas! Segundo o MTUR (2018),
a determinação das mulheres que estão no setor já comprovou que esse é um espaço consolidado por elas. Seja atuando na “linha de frente”, ao criar políticas públicas que fomentem viagens, ou tendo o papel de turistas, desbravadoras e divulgadoras de destinos, elas são forças motrizes que geram, de forma direta, emprego e renda para o país".
O Portal Brasileiro de Turismo afirma,
O protagonismo feminino no turismo é legítimo. E, tão importante quanto reconhecer e impulsionar mulheres aos cargos de liderança, está a necessidade de criar condições para que essa possa performar em equidade. Temos uma participação expressiva de mulheres neste mercado,o que abre uma possibilidade real de empoderamento, uma vez que as insere no meio produtor, além de conferir voz e autonomia para se colocar perante à sociedade (PBT, 2019).
Segundo dados do IBGE (2017) "Em 2017, a OIT estimava que a força de trabalho global das mulheres fosse de 49%, enquanto entre os homens ela chega a 76%.Uma diferença de 27 pontos percentuais", porém, é importante frisar que o aumento da presença feminina no mercado de trabalho poderia injetar R$382 bilhões na economia brasileira e isso normalmente não ocorre.
A mulher após um grande período de discriminação ganhou voz e representatividade política no século XX, onde ocorreu com maior intensidade o movimento feminista, mas ainda temos muito que lutar por nossos direitos, seja em âmbito nacional ou mundial o desafio permanece. A evolução da presença feminina no mercado de trabalho será constante e um importante espaço para debates e inclusão.


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