Sobre mim
Meu nome é Bruna, tenho 22 anos, sou natural de São Paulo/Capital e atualmente sou graduanda em Turismo pela Universidade Federal de Ouro Preto mas já tenho outras formações, são elas: Técnica em Programação pela ETEC e Técnica em Eletricista pelo SENAI, além disso acumulo trabalhos realizados na ONG Passatempo Educativo e no Teatro Escola Macunaíma pelo qual me dediquei por um ano.
Desde muito nova tinha a ideia de ser “Médica Veterinária”, na verdade, acredito que boa parte das crianças que gostam de animais e tem entre 5-8 anos pensam em ter essa profissão quando adulta e comigo não foi diferente. Quando eu tinha 12-13 anos resolvi me inscrever em uma ONG de Lazer & Turismo que realizava aulas dinâmicas voltadas para a educação e sustentabilidade em escolas carentes do meu bairro, fiquei na mesma por um ano e após todas as atividades que realizei envolvendo não só o Turismo mas também relacionando a vivência com os demais membros da ONG (alguns formados em dança, outros em teatro) decidi que eu iria fazer um curso de Teatro pois naquele momento não me via fazendo outra coisa a não ser artista. Me dediquei durante um ano ao Teatro e isso me fez não só crescer como pessoa mas ampliar meu networking e a forma como eu enxergava à mim mesma, sem dúvidas foi um dos melhores anos da minha vida e fiquei extremamente chateada quando precisei sair do curso que tinha duração de quatro anos, infelizmente o preço não era nada acessível e no momento minha família não poderia arcar com isso.
Passado a tristeza que foi deixar um curso tão bacana, resolvi novamente ampliar meus ares e iniciei um curso de Elétrica e ao mesmo tempo iniciei outro curso de Programação na ETEC (Escola Técnica Estadual) concomitantemente com o Ensino Médio. Me desdobrei para realizar os dois cursos e a escola mas consegui concluir os três com êxito. Saia de casa às 7:00 e voltava às 23:00, me sentia importante e indispensável, pela manhã eu ia para a escola, estava cursando o 2º ano do ensino médio, na parte da tarde ia para o Senai e no período da noite ia para a Etec. Por se tratar de uma rotina extremamente cansativa e que demandava muito de mim, aconteceu exatamente o que eu não queria: não me dediquei com qualidade aos cursos que eu me dispus a realizar.
Sempre fui muito confusa e perdida com o que eu me tornaria no futuro, na verdade eu não fazia ideia do que eu realmente gostaria de fazer/ser, isso sempre me prejudicou e boa parte desses anos fui muito frustrada por me comparar com outras pessoas que já tinham suas ideias e sonhos formados na cabeça.
Mais uma vez, fui pelo meu instinto, meu ensino médio e os dois cursos acabaram juntos e no mesmo ano realizei o ENEM, meados de 2015, sendo que em 2014 fiz o ENEM também para ver como era e por incentivo do meu pai. Assim como em 2014, em 2015 fui mal na prova e simplesmente fui jogando minha nota para um milhão de cursos sem a mínima ideia do que eu realmente gostaria de estudar. Graças aos céus, não fui aceita em nenhuma universidade e por indicação de um colega de escola, acabei indo fazer uma prova do cursinho gratuito da USP (Universidade de São Paulo) e passei. Lembro como se fosse ontem, recebi a notícia em pleno Dia das Mães, fiquei tão feliz, que por um momento todas as minhas frustrações e problemas haviam desaparecidos.
Iniciei o cursinho muito animada pois era uma oportunidade única de ter estudo de qualidade gratuito e ampliar minha percepção sobre o mundo universitário e finalmente escolher meu futuro curso. O cursinho eram todos os sábados de 7:00 da manhã às 19:00 da noite, cansativo mas gratificante, os professores eram alunos quase formados da própria USP e são seres humanos incríveis, não tenho nem palavras para expressar o quanto eles me fizeram crescer como pessoa.
Fiz seis meses de cursinho e no final de 2016 realizei o ENEM com o intuito de passar em um desses cursos: História, Turismo, Artes Cênicas ou Jornalismo/Rádio & TV (ainda sim confusa). Já o ponto principal: Turismo, nunca imaginei na vida cursar, mas a partir de pesquisas que fiz além de ser uma área interdisciplinar, ela também proporciona diversos tipos de vivências em âmbitos distintos e isso me agradou muito de primeira. Finalmente consegui passar em Turismo na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri no campus de Diamantina/MG, por se tratar de um Estado novo fiquei extasiada e ansiosa ao mesmo tempo, mas fiquei feliz por estar finalmente saindo de casa e indo viver nossas experiências, e um dos pontos positivos era que minha vó morava há duas horas de lá, o que facilitou muito minha ida pois passou mais confiança para meus pais.
Estudei durante um semestre lá e no segundo semestre daquele ano acabei passando para Turismo na Universidade Federal de Ouro Preto, por pura coincidência pois havia me inscrito apenas para ensinar uma amiga como fazia e acabei realmente sendo chamada. No começo fiquei confusa (mais uma vez) sobre continuar em Diamantina ou ir para Ouro Preto, até porque já havia me adaptado a cidade, feito amizades e gostado dos professores, mas com pesquisas voltadas para a qualidade de ambas as Universidades percebi que por ser muito nova, a UFVJM não me proporcionaria tudo o que minhas expectativas aclamavam e aguardavam, dentre elas intercambio, empresa júnior, projetos de extensão eram poucos assim como iniciações científicas, e deixando a parte educacional de lado, a infraestrutura da Universidade também era menor, eu vivia de marmita pois não tinha restaurante universitário e bolsa permanência era extremamente burocrático e difícil de conseguir, então eu gastava muito para me manter lá, o que me fez cogitar mais ainda a possibilidade de mudar de cidade.
Simplesmente de um dia para o outro decidi realmente mudar e vendi minhas coisas, assim como fiz para sair de SP, dei as caras e enfrentei meus medos, dessa vez sem meus pais e sem nenhum familiar próximo para me ajudar, fui literalmente sozinha para Ouro Preto, fiz minha matrícula e fui visitar repúblicas, no final das contas tudo correu bem e hoje sigo firme na minha caminhada.
O turismo para mim é algo que já está começando a ser reconhecido, não só economicamente mas pelas pessoas, falo isso até mesmo pelos meus pais, que antes não gostaram da ideia de ter uma filha cursando turismo e que hoje já aceitaram a ideia, respeitam e reconhecem o trabalho que um turismólogo tem enquanto sociedade e enquanto pessoa. No momento gosto de duas áreas do turismo, a de turismo ambiental e turismo arqueológico, penso em atuar no âmbito da pesquisa, porém, tudo muito incerto ainda.
Hoje, quase próximo de formar, vejo o quão amadureci e quantas coisas boas fiz ao longo da minha vida, não posso dizer que hoje me sinto completamente realizada pois tenho inúmeros objetivos e metas a cumprir pela frente mas sinto que sigo firme no caminho que eu escolhi e que se adequa a mim, estou experimentando e vivendo novas coisas a cada dia e isso me faz ser cada dia uma nova mulher melhor pra mim mesma, sinto orgulho do que venho me tornando apesar de todos os altos e baixos. A criação do instagram e do blog veio exatamente para me ajudar a externar o que sinto e mostrar minhas diferentes faces, o turismo é uma grande e importante parte da minha vida, mas não me define! Espero mostrar a quem me acompanhará, não só o turismo mas perspectivas distintas sobre diversos temas que interligam à ele.

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